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O essencial

Conta a lenda que um rico comerciante foi assaltado no caminho, mas no meio do assalto conseguiu fugir dos ladrões e, correndo, foi parar no deserto.
Quase morrendo de sede, viu uma caravana que vinha em sua direção. Quando os homens se aproximaram, ele considerou que deveria assegurar-se que seria servido com água e, agonizando, mostrou um medalhão de ouro que ainda lhe restava pendurado no pescoço.

As pessoas observaram o medalhão e ficaram atônitas com sua beleza e valor.
Pensaram: seria um príncipe, um poderoso comerciante, um alto funcionário do rei?
Perguntaram-se como ele teria chegado a essa situação e quais recompensas receberiam se o socorressem.

Um dos homens do grupo levantou ainda esta questão: “Estamos diante de um homem poderoso e rico... como será que teriamos que lhe servir? Em cálice de ouro ou de prata?”

Todos falavam sem parar, enquanto gesticulavam argumentando suas razões, tentando encontrar a melhor forma de atender o homem sedento.
E enquanto a discussão aumentava, o rico comerciante morreu de sede.

Quantas vezes nos encontramos em situações semelhantes a esta?
Discutimos razões e detalhes, percepções e juízos, interpretações e argumentos... e perdemos de vista o urgente, o importante, o crítico, o que não podemos deixar de atender.
A mente se enreda em palavras e as mãos ficam sem ação.
Foque no que é essencial!

Faça sua parte e faça hoje!
Abraço cordial!